O homem ainda carece de tempo para livrar-se dos traumas de
outras vidas, ainda está impregnado de suas maldades ignorantes que se pranteou
no passado. Em tempos de inercia espiritual, se faz um trabalho de filtragem
das ações maléficas com intuito de amenizar a demanda terrestre a ser vivida.
Deus em sua perfeição acaricia até mesmo os malfeitores. Os brinda com sua
bondade e misericórdia, mas, até mesmo para uma divindade pura e perfeita
existe um limite para compaixão, pois, não haverá aprimoramento do espirito se
este espirito ainda trafegar em seus erros. Diariamente, brutalidades efêmeras são
realizadas, com os novos, velhos, crianças, não há um critério a ser seguido,
apenas um impulso em prol da satisfação do prazer de fazer o mal. O que espera,
este irmão ainda doente e prisioneiro de falanges malfeitoras? Onde o levará
este correlato de inconsequências morais que o aprofunda num poço de
degeneração espiritual? Voltará este ser formado, ao processo de transformação em
um ovoide em profundo estado de recriação, vindo do animal, até chegar em um
estado primata de evolução, com certeza, na terra não mais pisará. E os laços
criados, de nada valeram? Mesmo ainda, quando permanecem em um estado profundo
de torpor pós mortem, estes espíritos recebem através de indução mental cargas
de bondade, lembranças boas vividas em tempos remotos, pois, neste tempo ainda
havia uma pureza através do desconhecimento, ainda tolerada, porém encerrada.
Vivemos em momentos repletos de conhecimentos, muitas coisas omitidas ao homem
estão a mercê de quem quiser saber, mas, não é tão simples assim, parábolas ainda
são jogadas, porém, quase nunca decifradas. Quem vive em radicalismos cristãos,
achando que blindam num sentimento suas facetas pecaminosas se enganam, nada
passa, o radicalismo crucificou o Cristo e ainda mata pessoas. E é no berço do
radicalismo da fé, que os possuídos pela escuridão, encontram uma justificativa
para o erro, e passam de vilões a mártires, de uma causa mentirosa e muito bem
forjada para tentar ludibriar o Divino e eterno Pai. Há de se romper os castelos
destes que ainda se comprazem da bondade de muitos, e destroem seus lares, suas
famílias, e tudo aquilo que traga um pedaço de luz. Erguera sobre estes a
justiça divina, abrindo os portões da misericórdia e da caridade, e a luz
tomará conta da escuridão, estamos no processo de regeneração, a troca do hemisfério
entre o bem e o mal. A porta dimensional se abrirá e a maldade se escoará, até
que não fique nem a semente, assim, o ar voltará a ser puro, as armas serão
esquecidas. A mentira cessará, teremos um novo tempo, uma nova era, onde músicas
soarão pelo ar, e todos serão muito mais felizes. É chegada a hora da
ressurreição dos bons espíritos, e da redenção do amor do Pai sobre seus
filhos, e não se ouvirá mais lamentos e muito menos ranger de dentes.

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